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inconsciente auto-destruição

Nascemos para destruir. Pensem bem, sem nós neste planeta, a vida era perfeita. Não existiriam birras, chatices, complicações, guerras e mortes a lamentar, apenas bichos simpáticos a alimentarem-se de outros bichos simpáticos, plantas para alimentar outros bichos simpáticos e água e sol para alimentar as plantas que alimentam alguns dos bichos simpáticos. Todos viveriam felizes, uma vez que nenhuma criatura teria noção de que estava viva. Seria simples e seria bom. Mais nada.
No entanto, tinha de aparecer o Homem, com o seu mau feitio, com a sua inacreditável vontade de querer ser melhor e mais perfeito do que era há cinco minutos atrás e com isso, veio a roda, a escravatura, o amor, a inquisição, o telemóvel, as armas e a guerra. Não podíamos ser simplesmente como os outros animais, que muito se divertem sem o saber. Não, tínhamos de complicar tudo e inventar conceitos, ter ideias, inventar problemas, fazer juízos. Com isso, destruímos tudo o que havia de bom e o pior de tudo é que ninguém sabe ao certo para quê. Mais, como se já não nos bastasse destruir tudo o que nos rodeia, temos obviamente de consumir tudo o que nos faz seres excepcionais, como se tivéssemos uma enorme determinação na auto-destruição. Aqui estás tu, a duas semanas de acabar os trabalhos que se foram arrastando nos últimos meses, sem ter a mínima ideia de para que os estás a fazer. Não gostas do rumo que a tua vida tem vindo a levar nos últimos anos. No entanto, por muito obtuso que tenhas sido, ainda vais a tempo de começar de novo. Podes ser melhor que os outros nisso, agora que chegaste à conclusão que tudo o que tinhas adquirido está errado, podes criar tu as tuas regras. Afinal, qual é a vantagem de vivermos a contra gosto? Devias mudar. Vais mudar.

Vais?

"Mas a operação de escrever implica a de ler como seu correlativo dialético, e estes dois actos conexos precisam de dois agentes distintos. É o esforço conjugado do autor e do leitor que fará surgir o objecto concreto e imaginário que é a obra do espírito."

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  • Anonymous Tiago escreveu:
    18:25  

    Fitas (é claro que te chamo Fitas... Pedro é para os teus amigos, e eu não me misturo com essa gente).
    Vim aqui deixar claro que, assim que entremos de férias (ou época de exames, como gostam de lhe chamar nas faculdades), faço comentários a tudo o que seja post. Vai ser comentário atrás de comentário. Uma fila incontável de comentários.
    Para teres uma ideia, se puserem os comentários em pilha (desculpa, escapou-me), a altura desta será tão significativa que poderá ser considerada uma das maravilhas do mundo!

    Abraço ;) topo

  • Blogger SimNão escreveu:
    23:28  

    Sim, de facto somos os piorzinhos deste planeta. Se calhar sem nós a vida no planeta era diferente, mas concerteza continuaria a haver injustiças... simplesmente seriam chamadas de Ciclo da Vida.

    Claro que os seres humanos têm uma maneira mais cruel de fazer mal a tudo e a todos, incluindo ao planeta que nos acolhe... é triste, mas acho que depende de cada um tentar fazer a diferença, no dia a dia. Pode ser utópico, mas há que tentar não fazer aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem, e isso conta também para o Planeta...

    Com o acréscimo de catástrofes e de desgraças a nível Mundial começo a pensar se não nos vamos extinguir por opção... será que daqui a alguns anos vamos ter coragem de ter filhos? Será que vamos ser tão crueis a esse ponto?


    Quanto à mudança anunciada e questionada, acho que é preciso é fazer o que se gosta, nem que isso nos faça "perder" 2 anos de vida... por isso não esquecer "para a frente é que é o caminho!"


    Parabéns pela colectânea de hábitos. É a primeira vez que comento, desculpa não ser breve... as pessoas vêem para te ler não é para ler quem comenta!=P topo

Hábitos Breves

"Gosto dos hábitos que não duram; são de um valor inapreciável se quisermos aprender a conhecer muitas coisas, muitos estados, sondar toda a suavidade, aprofundar a amargura. Tenho uma natureza que é feita de breves hábitos, mesmo nas necessidades de saúde física, e, de uma maneira geral, tão longe quanto posso ver nela, de alto a baixo dos seus apetites. Imagino sempre comigo que esta ou aquela coisa se vai satisfazer duradouramente - porque o próprio hábito breve acredita na eternidade, nesta fé da paixão; imagino que sou invejável por ter descoberto tal objecto: devoro-o de manhã à noite, e ele espalha em mim uma satisfação, cujas delícias me penetram até à medula dos ossos, não posso desejar mais nada sem comparar, desprezar ou odiar. E depois um belo dia, aí está: o hábito acabou o seu tempo; o objecto querido deixa-me então, não sob o efeito do meu fastio, mas em paz, saciado de mim e eu dele, como se ambos nos devêssemos gratidão e estendemo-nos a mão para nos despedirmos. E já um novo me aguarda, mas aguarda no limiar da minha porta com a minha fé - a indestrutível louca... e sábia! - em que este novo objecto será o bom, o verdadeiro, o último... Assim acontece com tudo, alimentos, pensamentos, pessoas, cidades, poemas, músicas, doutrinas, ordens do dia, maneiras de viver." Friedrich Nietzsche, in 'A Gaia Ciência'